Mudei*

31 03 2008

Está uma bagunça, mas depois eu arrumo.

*Tá, foi ele que mudou pra mim…
Eu tenho preguiça.

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29 03 2008

Minha casa se transformou num verdadeiro hospital veterinário.

Belinha ainda está numa crise de bronquite e sendo medicada contra a doença do carrapato. 
O teórico irmãozinho (depois explico) dela, que também está se recuperando da doença do carrapato, vai passar o fim de semana na minha casa para não ficar sozinho na clínica. Os dois juntos estão tocando o terror aqui. O lado bom é que eles brincam enlouquecidamente o tempo inteiro e depois morrem por algumas horas, deixando minha mãe livre para viver um pouco.
E ainda temos a Nina, mini-cã da caseira do sítio, que resolveu brincar com o cavalo, tomou um coice bem dado e teve sua pata quebrada. Ela sofreu uma cirurgia para implantação de dois pinos e se encontra com alguns ferros saindo da sua patinha (mais ou menos isso). Ficará assim por pelo menos dois meses.
Temos toda uma logística especialmente desenvolvida para esta situação. Está tudo sob controle. Não sei de quem.
Tirando o fato que eu vou precisar conviver por dois meses com os ferros que saem da perna da cã (DE-SES-PE-RO), está tudo bem.




25 03 2008

Hoje eu instalei um pente de memória no meu computador novo. Sozinha.
Sim, ele ainda funciona.

Eu sou um gênio.





A história de Belinha

25 03 2008

Aí que eu cheguei em casa e a minha cunhada estava lá. Até aí, normal. Sendo minha vizinha, ela está sempre na minha casa, assim como meu irmão. Só que dessa vez ela tinha uma trouxinha nos braços.
Estranho, pensei.
Quando cheguei perto, reparei que a trouxa (de panos, enrolada nos braços da minha cunhada, e não a própria) tinha um focinho.
Bem estranho, pensei de novo.

Foi então que todos juntos – minha cunhada, minha irmã, minha mãe e meu pai – começaram a explicar a história que me pareceu um tanto quanto confusa, sendo explicada por quatro pessoas ao mesmo tempo. Eu consegui entender que tratava-se de uma filhotinha canina de uma das lojas das quais minha irmã é responsável. Outra coisa importante que eu consegui entender é que ela estava doente, em tratamento, precisando de remédios em horários precisos e iria passar a noite de sábado e o domingo inteiro sozinha na loja, sem ninguém para dar os remédios.
Sendo assim, minha irmã a levou para casa para poder cuidar dela até a segunda-feira de manhã.
Ah, sim, entendi também que ela era uma Teckel anã tigrada ou arlequim (seja lá o que isso quisesse dizer) e custava três mil reais.

– Olha, Ca – disse minha cunhada, abrindo a trouxinha.
– JESUSMARIAJOSÉ, o que esse demônio tem??? SARNA???
– Não. Tá louca? É uma infecção.
– No pêlo???
– Não, ué, ela é assim…
– Mas ela é horrorosa!
– NÃO FALA ASSIM QUE ELA ESCUTA!
– Sinal que a sarna não afetou a audição.
-ELA NÃO TEM SARNA!
-Sei…

Gente, eu sou do tipo de pessoa que acha todo e qualquer cachorro lindo. Filhotes, então, eu não preciso nem ver para falar que é acoisamaisfofaqueeujávióun! Para eu ter achado que um filhote é feio, é porque ele é horrível.
Agora, vejam se eu estou enganada. Quando minha cunhada abriu a trouxa, foi mais ou menos isso que eu vi:

Não, ela não tem sarna.
Sim, o osso é maior que ela.

Bom, depois de descobrir que o criador (até então, dono da pobrezinha) achava que não valia a pena tratar da pequena e não faria o menor esforço ou investimento para que ela fosse curada – já que ele gastaria mais com o tratamento do que seria o seu lucro com a venda para a loja (400 reais) -, minha irmã se revoltou ligeiramente. Ela bateu um pouco de boca com ele e acabou falando que continuaria o tratamento, assumiria as despesas e ficaria com a cachorra.
Ele concordou imediatamente.
O dono da loja também não se opôs, e confessou que os funcionários estavam fazendo apostas em cima da possibilidade da minha irmã ficar com a feiosa.

A criaturinha satanesca agora chama-se Maria Isabel (era Anabela, mas acho que perceberam que seria ironia demais para uma cachorra tão pequena e mudaram). Belinha para os íntimos. Mas o mais comum vem sendo Ratazana de Esgoto.
O animal tomou conta da casa. Dorme na sala onde deveriam haver apenas computadores, elegeu como banheiro o espaço embaixo da minha mesa, arrasta sapatos para roê-los, destrói caixas de papelão que têm pelo menos cinco vezes o seu tamanho e chora ensandecidamente quando fica sozinha. Nessas ocasiões, para não afogá-la, minha mãe põe a cã ao seu lado no sofá.

Depois de alguns exames, descobrimos que a rata tem a doença do carrapato e bronquite. A primeira está sendo tratada e logo não existirá mais (nela). Já a segunda não tem cura e será tratada quando acontecerem as crises (o que, acreditamos, será freqüente, já que ela é bem frágil).

A vida segue com a Ratazana de Esgoto tossindo e roendo coisas. Enquanto a dúvida existencial do “ficar ou não com Belinha” não se resolve, ela tenta o suicídio pulando de cima do sofá. De cabeça. Se ela sobreviver, talvez seja doada.





15 03 2008

Uma pequena pausa no ritmo louco de trabalho em que eu me encontro só pra apresentar os dois novos habitantes da minha casa. Atenção.

Meu brinquedo novo:

A cã de guarda do meu brinquedo novo:





5 03 2008

Eu ia escrever sobre o quanto dói ver o sofrimento do meu cachorro, definhando há meses, até chegar ao ponto de não dar mais pra adiar uma decisão tão difícil. Mas pensei que vai ter algum débil mental que vai se dar ao trabalho de abrir a caixa de comentários pra escrever várias linhas sobre como eu sou monstruosamente desumana por me sensibilizar com o sofrimento de um cachorro mas não com o de um morador de rua. E desisti.

Bah.

É por isso que eu prefiro os animais.