24 10 2007

Hoje estive no dentista japa esquisitinho e ele apertou meu aparelho. Enquanto ele trançava uns fios nos meus dentes, perguntou sobre o Marco*:

– E o Marco como está? Feliz sem o aparelho?

Depois que ele tirou as duas mãos inteiras que estavam dentro da minha boca:

– Ah, tá ótimo. Tá todo, todo com os dentes perfeitinhos.
– Que bom. O caso dele foi muito interessante. Vocês são o que mesmo?
– Ele é meu namorado.
– Ah, que legal. Vocês namoram faz tempo?
– Quase 3 anos.
– Olha! Já tá na hora de casar, hein?

Meu, até o dentista!?
Asifudê.
Ô gente chata.

*Foi o Marco quem me indicou esse dentista. Foi esse japa que fez isso com os dentes dele.





24 10 2007

Tropa de Elite
Osso duro de roer!
Pega um, pega geral
Também vai pegar você!
UQUÊ?

Música que eu vou cantar pro resto da minha vida. Nos intervalos, eu tento achar o ritmo do “papapapapapapapa”, mas é humanamente impossível.





24 10 2007

Agora que eu tô em casa uns dias – trabalhando, porém mais tranqüila -, queria aproveitar pra rever umas pessoas que faz muito tempo que eu não vejo e ver outras que eu nunca vi.
Mas essas criaturas não têm timing e estão trabalhando o dia todo.
Vê se pode.





24 10 2007

Então, aí, é assim: eu tô de folga por duas semanas no meu emprego oficial.
Todos jutos: ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!

Mas, como eu preciso de dinheiro, arrumei um emprego paralelo pro período noturno até dezembro. E mais um livro que eu tô fazendo em casa até novembro.

Ou seja, essas duas semanas eu trabalho em casa durante o dia e noutro lugar à noite. Depois, volto pro meu emprego oficial durante o dia e continuo à noite lá no outro até dezembro.

Se eu conseguir lembrar de tudo isso, vai dar tudo certo.





24 10 2007

Estávamos, eu e minha irmã veterinária (pessoa que tem mais “nójinho” das coisas humanas no mundo. Ela toma um vomitão de um cachorro numa boa, mas não pode nem ouvir falar numa coisa igualmente nojenta só que com um protagonista humano. Vai entender…), assitindo a um telejornal. A notícia era de um capitão do exército que morreu durante um treinamento na selva Amazônica.
Depois de falar da morte, explicaram algumas coisas que faziam parte do treinamento, entre elas marchas bizarras, travessia de rio dia e noite, esforço físico, sujeira, nojeira e afins. Praticamente o treinamento do Capitão Nascimento.
Pra comer, os fulanos levam uma marmita com ração rica em proteína. Se perdem a marmita, têm que sobreviver com o que eles colhem, caçam (se conseguirem caçar) ou acham na terra, tipo larvas parrudas que foram mostradas em close se mexendo com todo o seu poder engulhotório.
Nessa altura, minha irmã não agüentou:

– Páááááára! Nãnãnãnão! Comé que alguém se inscreve pra fazer uma parada dessa? Meu, não tem banheiro nesse lugar!

¬¬





19 10 2007

Não leiam este post. É comprido demais e fala sobre Santa Rita do Passa Quatro. Acreditem, não vale a pena.


Então, aí, eu e o Marco estávamos indignados com a falta de divulgação turística do oeste paulista e resolvemos desbravá-lo.
Pegamos nossas trouxas, cantis em punho, montamos em nossas mu… er… entramos no um terço de carro dele e, claro, erramos a entrada da Anhangüera. Mas foi pouca coisa, e logo estava tudo resolvido.
Fomos indo, indo, paramos pra almoçar, indo, indo, observando a natureza, indo, indo, pés de laranja, indo, indo, pés de laranja, indo, iiiiiiiiiindo, milhaaaaaaaares de pés de laranja até chegar em Santa Rita do Passa Quatro do Inferno Maldito, destino decidido praticamente no dia anterior.
Pra começar, a cidade tem duas entradas com portais ridículos. Nunca confie numa cidade que tem duas entradas com portais ridículos. Entramos pelo portal errado, por óbvio. Fomos até a praça da Igreja Matriz, meia-volta, portal certo. Hm… um hospital psiquiátrico. Medo.
Duas entradas com portais ridículos e um hospital psiquiátrico em uma das entradas. Devíamos ter entendido os sinais. Mas não, somos bravos. Ou otários.

As ruas estavam desertas. Estranho. O fato de ser feriado justificaria a ausência total e absoluta de seres vivos nas ruas e o comércio todo fechado, maaaaas um dia antes eu liguei pros hotéis e estavam TODOS lotados! Ondéquetavaessagentetoda? Será me enganaram? Os hotéis não queriam trabalhar? Afinal, era feriado. Como é eu ousava pensar na hipótese de me hospedar num hotel em pleno feriado? Humpf!
Acabei achando vaga em um hotel. Reservei. Detesto reservas, só que não tinha jeito, né? Melhor reservar do que correr o risco de dormir no carro. Pelo menos era o que eu pensava até o momento.
O hotel era mal-assombrado, tinha corremão de doce de padaria, camas desconfortavelmente horrendas, teto caindo aos pedaços e ar-condicionado. Quebrado.
Comecei a considerar a possibilidade de dormir no carro. Aí lembrei do estacionamento. Ah, o estacionamento… Era um corredor onde só passava um carro. Indescritível. Deixa pra lá.

Nossa primeira aventura: tomar sorvete.
Conforme íamos pra sorveteria, fui reparando que não havia restaurantes na cidade. Péra, ondéquenósvamosjantar? Onde vamos almoçar amanhã? Gente, uma cidade de que não tem restaurante?? Pô, isso devia ser uma das atrações turísticas da cidade, constando no Guia 4 Rodas. Imaginem.
Bom, o sorvete era uma bosta. Eles conseguiram fazer o pior sorvete de todo o universo. Olha aí outra atração turística desperdiçada. Tsk. Se não pelos piores sorvetes de todo o universo, pelo menos por ser a única a oferecer o sabor BLUAICE. Ô gente que não sabe fazer marketing turístico.
A dona da fabuloooooosa sorveteria (bluaice) nos explicou onde ficava a feira agropecuária que estava rolando na cidade, apesar de eu duvidar que estava acontecendo qualquer coisa na cidade até o instante em que eu vi a entrada da XIX FAPIS. Não tinha um cartaz, um folheto, um desenho, um cartão, um sinal sequer que tinha alguma coisa na cidade. NADA! Como é que as pessoas adivinharam que essa feira tava rolando?? São todos paranormais na região? Seria mais uma atração desperdiçada?

A Chiqus Fapis contava com… nada, quando chegamos. Era muito cedo. Mas ela contaria com um parque de diversões, animais em exposição, rodeio, comidas, bebidas, show de uma dupla que eu não lembro o nome, um pavilhão de exposições. VÁREAS coisas super supimpa zum, ahn? Mas tava pago e nós não teríamos onde jantar fora de lá. Ficamos.
Vimos cabritos, carneiros, bezerros, cavalos, cavalos emo, touros, santaritenses passaquatrenses, de tudo um pouco. Tivemos até o prazer de conviver alguns adoráveis instantes com o proprietário do cavalo emo que apareceu do chão enquanto nós tentávamos fotografar o animal (quadrúpede). Ele gostou muito de nós. Até rosnou. Isso deve ser uma demonstração de carinho no dialeto local.

O Marco foi apresentado à cerveja Crystal (patrocinadora do evento) e mostrou que já estava familiarizado ao dialeto santaritense passaquatrense, rosnando depois de cada gole. Eu comi um crepe meia-boca.
Encontramos um estande (existe isso em português?) do sbrubles de turismo (!) da cidade, onde pegamos um folheto que falava maravilhas sobre os pontos turísticos: Cachoeira Três Quedas (com piscinas naturais), Morro Itatiaia (com cristo, vista panorâmica e quiosques), Deserto (Ó!) do Alemão (com quiosques e toda infra-estrutura para receber turistas desavisados. Tem até um povo que faz rally)… hm… que mais? Acho que era só, ou então eu apaguei o resto da minha cabeça. Bom, já tínhamos o que fazer no dia seguinte inteiro.

A essa altura do campeonato, com perspectivas de assistir um rodeio, minha fome sumiu. A do Marco não. Ele comeu o segundo sanduíche de pernil do dia. Enquanto isso, discutíamos sobre a despesa que os rodeios dão e como fazer pra que eles fossem eventos mais compactos e baratos. Meu namorado genial deu a idéia de fazer rodeios com anões e pôneis. Não sei, não sei. Ainda seria uma estrutura muito grande. Talvez rodeios de patos. Mas aí encontramos dois problemas. Quem montaria os patos? Patos têm saco pra ser amarrado a fim do bicho dar piruetas no ar? Não, patos não têm saco, o que acaba com os nossos planos. Droga.

Depois de vários avisos que o rodeio começaria em cinco minutos, com intervalos que variavam de cinco a dez minutos, fomos sentar na arquibancada. Váááááááários avisos de cinco minutos depois, um negão apareceu e eu achei que fosse começar. Tolinha que sou. Era só a abertura. E o negão falando. Entra peãozada, entram cavalos montados por estrupícias carregando bandeiras, entra bandeira de São Paulo, entra o diabo a quatro. E o negão falando. Pra ajudar, era dia de Nossa Senhora Aparecida, lembram? Os débeis mentais todos que montam touros até se arrebentarem no chão e, com sorte, levar uma chifrada, são devotos dela. E o negão falando. Aquilo não acabava mais. Eu já não aguentava mais aquilo. E o negão falando.
Cara, cês já estiveram numa merda dessas? A abertura dura mais que o rodeio inteiro. E o negão falandoooooooooo.
Finalmente, começou.
10 x 0 pro touro! \o/
O cara saiu se arrastando! Depois foi levado de maca! UHU!
Bom, na seqüência não teve muita novidade. A maioria caiu antes do tempo determinado pra cair, alguns se machucaram (não tanto quanto o primeiro), mas ninguém morreu.
Intervalo.
E o negão falando.
Chega.

O dia seguinte começou cedo com um café da manhã péssimo. Lembram que só tinha plantação de laranja na estrada? A cidade é no meio de milhaaaaaareeeeeeees de pés de laranja. So digo uma coisa: o suco de laranja do café era artificial. Não digo mais nada. Imaginem o resto.

Fomos em direção ao Deserto do Alemão. Baseados no folheto turístico, achamos que seria um bom lugar pra passar a manhã, almoçar e partir pra próxima atração.
Seguimos as placas e chegamos a uma estrada de terra. Fomos. Em frente, dizia a placa. Chegamos a um cruzamento. Nada de placa. Em frente fomos.
No folheto dizia que o deserto infame ficava a 5 quilômetros do centro da amaldiçoada cidade. Andamos mais que isso. Muito mais. Vocês viram o deserto? Pois é.
Declaramos o Deserto do Alemão como parte do inconsciente coletivo.
Meia-volta. Morro Itatiaia. Vista panorâmica. Eu adoro vista panorâmica. Sério. E tinha os quiosques pra almoçar, porque se dependesse de restaurantes da cidade…

Rodovia, estrada de terra, sinalização nenhuma. Mas tudo bem porque morro é sempre pra cima. Sobe, sobe, sobe. Olhando em volta, dava medo. Não pela altura, mas pela perspectiva da vista que teríamos.
Chegamos. Tinha uma estradinha comprida que ía até os pés de um cristo desproporcional. No começo dessa estradinha, uma casinha (talvez o quiosque) bem trancada. Ao lado do suposto quiosque, uma casa de caseiro com um bezerro – o animal de estimação da família – pastando e a PÓPRIA famiília mal-encarada.
Na base do cristo tinha uma casinha onde moravam vários outros santos. Essa casinha era toda rabiscada por pessoas que estiveram lá e acharam por bem deixar o fato registrado, no caso de alguém duvidar.
Aquilo me deu um nervoso. Me subiu o sangue, não sei se a parte portuguesa ou italiana, e eu tive uma crise de riso nervoso enquanto subia as escadas que chegavam no mirante da vista FELOMENAL.
Uma natureza de rara beleza formada por plantações recém-plantadas (vocês sabem como são plantações recém-plantadas? Elas são qualquer coisa como terra em fileiras) e mato queimado. Lindo!
Só conseguia rir. Acho que assustei um pouco meu namorado. Fiquei sem palavras. Aliás, consegui pronunciar algumas: “vamos embora rápido! POR FAVOR!”.

Ok, tínhamos mais uma alternativa: a cachoeira.
Hm… momento de reflexão. A entrada pra cachoeira ficava no caminho de volta pra cidade.
Hm… mais reflexão.
Resolvemos ir. Já estávamos cagados mesmo, um pouco mais não faria grande diferença.
Dois quilômetros depois apareceu um portal ridículo! O portal da cachoeira. Não bastavam os dois portais ridículos de entrada da cidade.
Ô povo ridículo pra gostar de portal ridículo. Deus que me perdoe.
Paramos o carro no lugar reservado para parar o carro. Ótimo.
Haviam outros vários carros lá. Bom.
Descemos, ainda pensando se não seria melhor desistir. Força na peruca e vamo lá, Brasil!
Ouvimos umas vozes distantes e vimos uma estradinha de terra que descia. A cachoeira era lá embaixo. Bem lá embaixo. Beeeeeeeeeem lá embaixo. Entendem?
Lááááááá embaixo vimos algumas pessoas idiotas que se divertiam em uma poça d’água. Com essa visão, tive outra crise de riso e, obviamente, fomos embora.
Não quis pagar pra ver, mas tenho certeza que a cachoeira é uma bica e as piscinas naturais são aquela poça. Aquelas pessoas eram figurantes contratados para enganar turistas cretinos que optassem por visitar a cachoeira antes dos outros lugares. Certeza absoluta!

Bom, não eram nem 11h da manhã e nós já odiávamos Santa Rita da Puta que Pariu há muito tempo. Passamos no hotel, pegamos nossas coisas – que já estavam prontas, porque nós somos muito espertos – e partimos. Partimos! PARTIMOS! \o/

Fomos à Ribeirão Preto. Pegamos um congestionamento assim que chegamos na cidade, as lojas estavam cheias, as pessoas atravessavam a rua de repente na sua frente, uma muvucada. Enfim, o paraíso. Quase chorei de emoção.
Achamos o hotel conhecido do Marco, e, imaginem, ele tinha elevador! Elevador, pessoas! Os corredores eram amplos, o quarto bem arrumado, cama fofinha, ar-condicionado funcionando, banheiro grande e cheiroso, um mega chuveiro, armários, cobertas, frigobar cheio, telefone. Momentos de raro prazer.
Comemos no McDonald´s, fomos ao cinema, tomamos chope (ele) e caipirinha (eu detesto chope, sorry) com provolene à milanesa e carne seca e fomos dormir embriagados.

PS: As poltronas do cinema do Shopping Úrsula merecem um PS. O que são aquelas poltronas, pelamordedeus? Não posso dizer que parece que você tá na poltrona da sua casa, porque poltronas como aquelas custam muito caro e você não tá com esse bola toda, negão.

PS 2: Se quiserem ver, as fotos estão nesse post. Preguiça e cansaço imensos me impedem de postá-las. Aproveitem e leiam o post dele que está bem melhor que esse.





Aconteceu, virou manchete

11 10 2007

Gente, eu não achei a matéria na zinternéti (e fiquei com uma preguiiiiiiiiça de fazer uma pesquisa mais profunda do que jogar no google “invasão classe média prédio brasília”. Impressionante o que veio de link nada a ver. Esse google não me entende mais…), mas eu juro de pés juntos que eu vi num telejornal uma matéria que vale a quebra do meu silêncio.

Um grupo de prayboys de Brasília invadiu um prédio abandonado como forma de protesto.
Sei lá, acho que eles não tinham um lugar melhor pra fumar maconha e resolveram protestar contra isso.
Até aí nooooooorrrrrrrrrmal. Prayboys invadem edíficios por aí todos os dias pra fumar maconha. Tem até uma comunidade no orkut “prayboys invasores”.
Tá, mentira.

Mas eu achei fantástico o que encontraram junto com a maconha e a merla toda. Um Manual de invasão de prédios abandonados. JUUUUROOOOO.
Não é fantástico?

Eu ri uns 15 minutos disso.
Eu sei, eu não sou parâmetro. Mas será que sou só que que imagino a cena?

– Vamo ali invadir um prédio?
– Pra quê?
– Pra protestar, porra!
– Ah, tá. Vamentão.
– Péra, tcho pegar o manual.
– Não esquece a maconha. SSSHHHHHH
– Tá.

Depois, já trepado na grade do prédio.

– Aqui tá falando que você tem que pôr o pé direito primeiro e a mão esquerda tem que estar um palmo acima da cabeça. Cê tá com o pé esquerdo! E a sua mão tá mais de um palmo pra cima da cabeça!
– Mas a minha mão é maior que a sua!

Agora eu vou ali e já volto.