Seu João

31 08 2006

Meu avô era mecânico de carros. Mecânico do tempo em que carro era mecânico, não eletrônico. Mecânico do tempo em que quem entendia de mecânica consertava qualquer carro. Meu avô consertava qualquer carro.
Meu avô era filho de italianos, usava sua bengala como batuta enquanto falava, xingava à toa, ouvia o Jornal Nacional no último volume e não admitia interrupções, mas parava na frente da TV para falar qualquer bobagem quando minha avó assistia a novela das 8.
Não, meu avô não era o Seu João. Meu avô era o Seu Adolpho. Seu Adolpho do tempo em que f ainda era ph.
Seu João era o vigia noturno do lugar onde ficava a oficina do meu avô. Vigia noturno do tempo em que os vigias noturnos não dormiam durante o expediente.
Seu João era um português corpulento que falava alto, tomava sopa todas as noites, dava pão para os cachorros de rua e xingava à toa. Seu Adolpho e Seu João, gênios fortes, não se davam muito bem, mas quando o português soltava um É UM FILH’ DE UMA PUTZA QUE Ó PARIU, falando sobre o patrão, políticos, banqueiros, ou seja lá o que fosse, o italiano concordava: UM BOSTA!





Frase do dia

31 08 2006

Foi só um brasileiro ir pro espaço que já sumiu um planeta.





Vamos encarar os fatos

22 08 2006

Eu não estou feliz.





22 08 2006
O que você faz quando a sua chefe vem comer o seu rabo porque a dona da empresa reclamou, em tom de ameaça de demissão, que você não dá atenção suficiente pra ela?
Sendo mais prudente não recomendar que ela faça terapia ou vá dar meia-hora de cu, você fica puta, põe em risco os quatro quilos já perdidos e vai comer uma barra inteira de Talento lilás, e, chegando em casa, come COM PÃO todoooos os doces caseiros que você trouxe do seu fim-de-semana de paz e amor, claro!




Olá, Catho!

21 08 2006

Há quanto tempo, não?





O fim-de-semana só teve um defeito

21 08 2006

Acabou.





Como você se vê daqui 5 anos?

7 08 2006

Eu não me vejo.