Mas ele escreve tão melhor.
15 09 2009
Todo mundo já assistiu Up, a nova animação da Pixar?
Vão assistir. Agora.
É lindolindolindolindo.
E, se você tem preconceito com desenhos dublados, não se preocupe com o fato de não ter opção legendada. A dublada é beeeeeeeeem legal. Acredite.
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4 anos ontem
16 01 2009E 7 meses anteontem.
O bicho tá pegando aqui, mas não podia deixar de falar.
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Sonho
14 01 2009Ter uma casa (ou apartamento, tanto faz) com uma parede inteira feita de mosaico.
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Frustração
8 01 2009Se uma fadinha chegasse pra mim, dissesse que me faria voltar no tempo pra corrigir um, um único erro da minha vida, eu voltaria pra usar tão, tão, tão certinho o meu primeiro aparelho móvel, que teriam que me amarrar na cadeira pra arrancar aquela birosca da minha boca na marra.
Vem, fadinha, tô pronta.
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Sem enrolação
31 12 20082008 foi um ano enrolado e de mudanças. Boas.
Casei, conheci a vida corrida de dona-de-casa, aprendi a cozinhar na marra, passamos por uma crise financeira feia, descobri o quanto é bom casar, arrumei uma paixão desconhecida por plantas.
Nossas famílias estão bem e próximas.
As coisas no trabalho estão mais certas – mesmo que de uma forma incerta –, tenho mais responsabilidades e autonomia, trabalhei feito uma mula manca, comecei a ser tratada como parte da equipe, recebi um aumentinho bem pequeno, já tenho programação pras próximas duas produções.
Aos poucos nosso apartamento está ficando com a nossa cara, vamos ajeitando tudo conforme vai dando. Mas já temos o melhor sofá de todo o mundo.
Mesmo com as complicações, só consigo lembrar de coisas boas desse ano. Acho que foi um ano bom. Que 2009 continue assim.
Feliz ano novo pra vocês.
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Espírito de Natal
17 12 2008O povo aqui tá reclamando de um fornecedor que não mandou nada de presente de Natal, só um cartão (fofo) por email.
Esse fornecedor trabalha sozinho, acabou de casar, tá pagando apartamento e é um fodido. Assim como eu, todo mundo aqui sabe disso.
E tão reclamando sério.
Quando eu digo que a solução da humanidade é ser exterminada, acham que eu sou uma louca.
Eu fico mal com essas coisas. De verdade.
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House
15 12 2008E, depois de tanto tempo, voltamos ao vício.
Tô aqui, sem nada pra fazer, pensando que eu podia estar em casa assistindo vários episódios.
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Seis meses
15 12 2008Os mais legais do mundo.
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Ô gente
24 11 2008Alguém compra o carro dele (isto é um link, clique), fafavô?
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Inveja
24 11 2008Se a mardita matasse, o departamento de arte da Editora Moderna seria reduzido a metade. Não precisaria nem ser ela a matar. Se me deixassem, eu mesma mataria cada um que diz que tá pra sair de férias.
EUTÔCOMINVEJADEQUEMTEMFÉRIAS. Inveja bem das ruins, não daquelas que dizem que é invejinha boa.
Pronto, falei.
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Memê
18 11 2008Vi na Zel e deu vontade.
Onde está seu celular? No bolso de trás da calça.
E o amado? No trabalho.
Cor do cabelo? Castanho original de fábrica.
Sua mãe? Em casa.
Seu pai? Em casa. Ou no sítio, vai saber.
Minhas irmãs? Irmãs e irmão no trabalho, eu acho.
Seu filho? Não tenho.
O que mais gosta de fazer? Dormir. Não, comer. Não, dormir. Não comer… Ai que dúvida.
O que você sonhou na noite passada? Sonhei que eu estava em uma reunião no trabalho, onde estavam todos os meus colegas (cerca de 25 pessoas), o porteiro da noite do meu prédio e o meu sogro. O porteiro – que é o cara mais gente boa, simpático e feliz – era secretário da secretária mais nojenta de todo o universo – que é a do nosso andar aqui na editora –, e tinha assumido a personalidade insuportável dela (acho que essa é parte que me deixou mais chocada no sonho). Eu tinha que fazer uma série de reclamações pra ele. Eu e o porteiro discutimos. Meu sogro estava muito bravo porque na noite anterior havia pago a pizza (tínhamos trabalhado até tarde) e ninguém o reembolsou. Nós deveríamos pagar 66 reais, cada um (achei uma pizza bem cara). Ninguém pagou. No dia seguinte, meu sogro ainda mais bravo, falou de novo que era pra gente pagar. Ele fez uma voz de beeeeem bravo e eu fiquei com medo. Aí acordei…
Onde você está? Na minha mesa, no trabalho.
Onde você gostaria de estar agora? Em casa, no meu sofá novo! \o/
Onde você gostaria de estar daqui a seis anos? Ixe, sei lá, é tanto lugar.
Onde você estava há seis anos? Aprendendo muita coisa nova.
Onde você estava na noite passada? Em casa.
O que você não é? Infeliz.
O que você é? Boba.
Objeto do desejo? Hm… viagem conta como objeto do desejo?
O que vai comprar hoje? Leite, refrigerante zero, papel tolha e pão light.
Qual sua última compra? Remédio pra dor de cabeça.
A última coisa que você fez? Resolvi uns problemas na pauta de iconografia.
O que você está usando? Calça jeans, blusa de lã (ar-condicionado do caralho), sapato boneca.
Na TV? Ultimamente tem sido Heroes, Arrested development, Coupling e filmes.
Seu cachorro? Não tenho.
Seu computador? Um iMac tão lindinho!
Seu humor? Acho que é bom. A não ser de manhã.
Com saudades de Alguém? Do Rodrigo, da Phabbys e do Felipito.
Seu carro? Não tenho.
Perfume que está usando? Um que eu não lembro o nome. O frasco é compridinho e vermelhinho.
Última coisa que comeu? Salada, melancia e abacaxi.
Fome de quê? Lasanha com sobremesa de chocolate e um copão de coca bem geladinha.
Preguiça de? Gente.
Próxima coisa que pretende comprar? O varão pra pendurar minha cortina nova. ![]()
Seu verão? Trabalhando, com esse ar-condicionado filho da puta nas minhas costas.
Ama alguém? Muito.
Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Faz uns 5 minutos.
Quando chorou pela última vez? Semana passada, no colo do meu menino, que tem uma paciência gigante com as minhas crises ridículas de choro.
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Perpetrar
18 11 2008O povo acha bonito inventar esse tipo de palavra. Depois, quando eu não consigo falar, ainda me chamam de esquisita.
O mundo não é justo.
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Eu tenho um parafuso a menos
14 11 2008Há um mês, meu japonês predileto instalou perfeitamente dois parafusos de titânio na minha boca. Eles ficaram firmes e fortes parafusados na minha gengiva, que, segundo ele, é dura. Não me perguntem.
Um parafuso de cada lado, na parte superior. A função deles é servir de apoio pra puxar os dentes da frente pra trás, sem levar os de trás pra frente. O japa disse que funciona. Eu acredito nele.
Essas novas criaturas, moradoras da minha gengiva, me deixaram 600 reais mais pobre e neurótica.
Depois de parafusá-los na minha gengiva (o que foi beeeeem esquisito), o japa me informou que havia três formas deles caírem:
1. Bater a escova de dentes ou qualquer outra coisa dura.
2. Falta de limpeza, que causaria uma inflamação, amolecimento e queda do trem.
3. Questões biológicas próprias de mim mesma, Ana Cartola, prazer.
Ele ainda me explicou que, se os parafusos caíssem por um dos dois primeiros casos, eu teria que reimplantar e pagá-los de novo. No terceiro, seria só reimplatar, sem novo pagamento.
Eu virei a neurótica do parafuso. A escovação virou uma tortura. Eu tomava todo o cuidado do mundo, passava a escova com delicadeza, depois a interdental com muito carinho, evitava comida dura, mastigava com toda a atenção. Além de ter que pagar de novo, tinha a minha imaginação fértil que me fazia ver coisas como o parafuso mole, sendo puxado pelo elástico que é preso nele, rasgando a minha gengiva toda. Sim, eu sou louca. Eu sei. Mas eu sempre dava aquela verificada básica pra ver se a minha gengiva estava inteira. Escondida, claro.
Tudo ia muito bem até ontem, quando eu cheguei no consultório, já contando que ele tinha me transformado na louca do parafuso:
— Ah, mas isso é psicológico. É normal. Daqui um tempo você nem vai lembrar mais deles.
— Daqui um tempo eu espero estar sem eles…
— Hehe. Abre a boca. Tá vendo? Firme e forte. Tcho ver o outro. Hm… ops… Esse aqui você perdeu. Tá molinho, molinho.
— Ai caralho.
De repente, comecei a sentir uma coisa rodando dentro da minha boca e uma puta dor. O japonês do inferno tava desparafusando o bicho sem dó nem piedade. Sem nem ter avisado que ia fazê-lo. Eu fiz tudo que eu podia fazer naquela situação: urrei. Ele nem se abalou. Continuou do jeito que estava. Pensei em morder o dedo dele, mas considerei que vou continuar esse tratamento por uns bons anos ainda, e desisti.
Depois de se satisfazer com a tortura, ainda com olhos brilhando, ele perguntou se eu lembrava de ter batido a escova de dentes, ou mordido alguma coisa muito dura, e sentido dor. Não, nada disso aconteceu. Eu vinha sentindo dor, mas parecia ser da pressão dos elásticos, como é que eu ia imaginar que essa merda desse parafuso que você enfiou na minha boca ia cair sem eu ter feito nada e ter escovado os dentes feito uma louca e mastigado com todo cuidado, SEUJAPONÊSFILHODEUMAPUTA! Tudo parecia muito normal pra mim, doutor querido.
Bom, marquei o reimplante dessa porra desse parafuso, mas não tive coragem de perguntar se vou ter que pagar de novo. É melhor pensar nisso só depois.
Agora todo mundo pode dizer à vontade que eu tenho um parafuso a menos. Até dia 26.
E a impressão que vou viver pra sempre com esse aparelho na boca está cada vez maior.
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Bobagens dos outros